Quando eu for grande...
Thursday, March 19, 2009
Thursday, February 12, 2009
Crónica do Mário Crespo...a fazer de conta...
Assim nos fala Mário Crespo no JN. Ele que o diga.
Cada vez simpatizo mais com este Sr.
Está bem... façamos de conta
2009-02-09
"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos."
2009-02-09
"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos."
Wednesday, February 11, 2009
pequena questão
Para quem me souber responder, que sou demasiado incompetente para procurar por mim próprio...alguém sabe o nome da música que dá, já há anos, no inicio do Indiegente, na Antena 3?
Sobre a minha maturidade...
Pelos vistos, o Sr.Augusto Santos Silva decidiu pronunciar-se com grande sabedoria acerca da proposta de um grupo de deputados e dirigentes socialistas que querem lançar um debate sobre a eutanásia. E claro, o Sr. Silva pronunciou-se e com grande estilo, referindo que apesar do assunto ser pertinente, o país não tem ainda maturidade suficiente para avançar com a legalização desta prática.
O que eu mais gosto aqui nem é da discussão da eutanásia, nem do casamento de homossexuais. O que eu gosto é que o Sr. Augusto Santos Silva se pronuncie sobre a minha maturidade e a maturidade dos restantes portugueses, ou melhor, sobre a falta dela.
E é claro que para mim a opinião de tão eminente personalidade tem mesmo muito valor.
Imponho a mim mesmo um periodo de reflexão sobre esse assunto.
Mas o que eu gosto mesmo, mas mesmo, é da forma como as classes políticas se referem com crescente desprezo e arrongância aos desgraçados que através de votos os puseram lá.
Bem, considerando isso, talvez, de facto, os portugueses não tenham maturidade suficiente.
Saturday, January 17, 2009
Foi o que ela disse...
Porque achei que merecia.
Ela diz, ela que é feita de sombras e pequenos ângulos. E quem sou eu para a contrariar?
"Às vezes, Quase sempre,Nunca,Infindavelmente,Todos os dias, Em dia algum,É possível viver sem remorsosDos nossos próprios pensamentos,Sem pedir perdão (a quem?) Pelos nossos pensamentos,Pelos nossos actos,Impaciência, Incompetência,Ignorância,Solidão,Sós,Sozinhos Não somos mais fortes,Sozinhos,Mandamos em tudo à nossa volta,Nada vemos,Nada fazemos pelos outros,Ou por nós própriosRefazemos a nossa estrutura à volta daquilo que ela já é:Pouco!Coitados do que têm consciência,Felizes dos que a não têm,Desgraçados dos que têm que viver com eles..."
Czita
Wednesday, January 14, 2009
Ainda para os perplexos destes mundos
Assim nos diz o Sr. Atzmon no seu "Guia para os Perplexos":
" (...) Caminhando pelo mundo entre impérios em ruínas, tornei-me ciente de que, uando falta a auto-ironia, podemos ter a certeza de que a ruína já está sobre nós. Os povos destituídos de humor, os que lamentam a amargura do seu destino, os que se convencem de serem os escolhidos, os que se entregam à lamentação de massas, têm o seu fim à vista.(...)"
"(...) Quando me punha a rir, quando rebolava pelas costas intermináveis do absurdo, captava um sopro do aromo prodigioso da dor incansável de existir(...)"
Da minha parte não consigo ler um jornal. Não consigo ver um noticiário. Não consigo ouvir as pessoas a falar. No meio disto tudo apenas penso - estou farta de gente merdosa - e atenção! incluo-me nesse enorme grupo. Necessito de ir para uma gruta e viver roendo raízes. Deixar crescer uma barba e usar um impermeável amarelo enquanto segura uma garrafa de vodka envolta num saco de papel. Não há pachorra para viver. Todos os dias.
Thursday, January 8, 2009
O nojo.
Afinal não sou só eu.
Pelo menos, mais uma alma que vê o mesmo.
Não há qualificação para aquilo que se passa neste país.
E para a cegueira de um povo.
O nojo, deus, o nojo.
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